Sábado

2 em 1

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Quarta-feira

Ainda há tempo!

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Sexta-feira


Bofe!
*
Rosa Pena
*
Cheio de smirnoff
aperta o controle remoto.
A TV em on a mulher em off.

Chet Baker

Em adágio
docemente
um trompete sussurra luz


Ricardo Mainieri

Made in Bandeira

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Sábado

Billie Holiday



The Man I Love


Rosa Pena


Ao som da Billie Holiday
eu não curo a solidão...
Mas depuro o Yesterday.



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Segunda-feira

Que coisa Linda

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Sexta-feira


SEDEX




Rosa Pena


Segue nessa remessa um pedaço do céu, pode ser o da minha boca, um braço do mar, os meus seguem os dois, uma margarida que acabei de colher, florescida em meu sexo ainda úmido de sonhar contigo, o vento que bateu no meu rosto tentando me acordar, bem difícil sem os seus beijos, meu cheiro de fruta madura, da vez, pois sei você é meu freguês, minha alma analfabeta que só sabe duas vogais, ai, minha respiração ofegante, um bocado do verde que é meu alimento, burra, total falta de bom senso viajar sem você e pra disfarçar perante o correio minha foto sorrindo. Aqui não é lindo, pois a luz é indireta.
Ela nasce no seu olhar que não chega até cá.

livro UI!

Quarta-feira







Fato consumado

Rosa Pena



Bebo conhaque, sal de fruta, até cicuta.
Nenhum veneno terreno mata
nossa ternura filha da puta!




Livro UI!

Sexta-feira






Coquetel Molotov



Rosa Pena



Um verso de Vínicius.
Dois dedos de prosa.
Três beijos na boca.


Direito de marido

se me cubro, descobres
se descoberta, me cobre
no meu desejo... nada

Déa

*

SUPLICY (os)!?

Rosa Pena
*
Cama Sutra nos machos
o que está em cima
vai pra baixo

*
pé na algia
**
aprendi na cama sutra
a gostar da dorzinha
de comer a fruta
*
zeh

* *
Ela-stico

Alvaro Posselt


Página aberta
corpo travado
a kama surta

Sexta-feira




Sax

Rosa Pena

Devia ter nascido um sax.
Tuas mãos em cada canção
envolvendo meu corpo
e o teu sopro, coisa de louco
emitindo em sustenidoso
som dos meus gemidos.

Quinta-feira




Love virtual

Rosa Pena


I image.
You tube.
For us Net.





Metamorfose afetiva
Rosa Pena

Foi número um!
Passou para algum...
Virou multidão.

Sexta-feira

Sumário-de-culpa






Sumário-de-culpa

Rosa Pena



A razão diz:

— Deixa de bobagem!

Contra-ataca o eterno coração aprendiz:

—Amor é como tatuagem.

Pode-se arrancar, mas deixa cicatriz.

Sábado

O tempo não para

Rosa Pena

Entre a manhã e a noite...
Você!
Que agora é tarde.

Gostoso

Adelaide do Julinho


De manhã à noite,
comendo você.
Agora: arde.

Sexta-feira

.

Irmãs de criação





Rosa Pena

Saudade e solidão
Coloridas com a mesma tinta
Distintas só pelas sombras
Que uma na outra pinta.

Terça-feira





Traje de Gala


Carlos Edu Bernardes



Visto uma gravata de espelho
Para que você se veja inteira
Dentro do meu peito



à rigor

Rosa Pena

Dispo meu vestido de paetê
Nua à rigor
Trajo você


Segunda-feira

Bandeira







Passeando por Pasárgada

Rosa Pena

Amigo do rei?
Deu bandeira.
Olá Manuel!


DEU BANDEIRA


Febre, dor pelo corpo afora,

a estrela que eu podia ter sido e não fui.

Um tango à toa a vida inteira.


silvana guimarães


A ONDA

Manuel Bandeira


a onda anda
aonde anda
a onda?
a onda ainda
ainda onda
ainda anda
aonde?
aonde?
a onda a onda

A Estrela da Tarde
(1963)



Manuel Carneiro de Sousa Bandeira Filho nasce no Recife a 19 de abril de 1886. Aos 10 anos vai com a família para o Rio de Janeiro. Em 1903, matricula-se na Escola Politécnica, em São Paulo, mas, pouco tempo depois, é obrigado a abandonar os estudos devido a uma tuberculose. Aos vinte e sete anos, interna-se em sanatório na Suíça a fim de tratar da doença. Com a eclosão da Primeira Guerra Mundial, em 1914, o poeta retorna ao Rio de Janeiro. Seu primeiro livro, A cinza das horas, data de 1917. Em 1922, colabora na revista modernista Klaxon, mas não participa da Semana de Arte Moderna. Em 1938, é nomeado professor de Literatura do Colégio Pedro II e em 1940 é eleito para a Academia Brasileira de Letras. Bandeira publica vários livros e, aos oitenta anos, lança Estrela da vida inteira, uma reunião de seus poemas. Em 1968, falece no Rio de Janeiro e é sepultado no mausoléu da Academia Brasileira de Letras.

Sábado

Cálice ou Cale-se? ( com chico, caê, Raul Seixas, gal e muito mais)



"Nós aprendemos
Palavras duras
Como dizer perdi, perdi
Palavras tontas
Nossas palavras
Quem falou não está mais aqui"

Tantas palavras
Chico Buarque

Sexta-feira

ai ai!



Sabor de ti


Rosa Pena

Quer que eu diga?
Meu melhor batom
tem o tom de tua saliva.

Quinta-feira

en passant ( falaram muito com poucas palavras)








os pardais

os pardais são me(l)ros
vira-latas de asas
fuçando os quintais

Sérgio de Castro Pinto

Zôo Imaginário (Editora Escrituras, 2005).

*
quase impossível

difícil convivência:
ele, superego,
eu, superégua
penSo, logo
existO

*
Marcelino Freire

(livro eraOdito)
*

Via-Crúcis

Neles acredita quem é louca!
Beijos de amor que vão de boca em boca,
Como pobres que vão de porta em porta!



Florbela Espanca

(terceto: parte do Soneto Minha Cruz)


*


São Nunca


Rosa Pena

Tu és santo, eu sou prece.
E o diabo do milagre?
—Nunca acontece.
*

Toma, Peter Pan,
só um Lexotan
pra que tanto amor não te enlouqueça...
*
(Aldir Blanc/ Valsa para Leila)

*

Sonsas

Lilian Maial


Estrelas
Não dizem a verdade
Elas piscam...

*

A rosa de Hiroshima não era flor que se cheire.


Disfarçava-se de litlle boy
Vestia ultra-violeta
E queria acabar com o planeta


(marilda Confortin)
*

BATMAN


Goulart Gomes


na rave, o morcego
só curtia

*

maktub

destino

cruzes

no caminho


Zé Ferro


*

DEPRESSÃO

Lágrima não é mar,
mas seu sal revela segredos:
tristeza oceânica.

(Andra Valladares)

*

Penso no Mar


a percorrer meu corpo.
E teu gelado olhar, na deixa,
azuleja-se - em mim.

Eliana Mora


*

basta juntar água

também sou pó
concentrado
de H2 O

ana oliveira

*

Amante


quando a vida
volta ao meu corpo,
sinto sua concretude

Pedro Cardoso (DF)


*

ESBOÇO


Regina Lyra

delineação inicial
traço as linhas do meu no teu
final da folha de rosto...


*
caricatura

(Hércio Afonso)

ausência de cirugia plástica

máscara

sempre presente nos pedidos de voto


*

MODELO DE IMBECILIZAÇÃO
*
*
Oswaldo Martins
*
Notícia da TV boa
Ecoa por caro cabo...
Para pobres, Rede Bobo.

*
Ai de mim...


Esse meu verso destoa!
Já não sei fingir
como Pessoa.


Lili Maia


*
Gostosa!


Bela cantata!
Me allegro,
ma non treppo.

Marilda Confortin


*
pessoix


um terço de mim delira
um terço de mim pondera
outro terço: ah! quem dera!


(Goulart Gomes)
*
O PASSARINHO MEDROSO
*
Oswaldo Martins
*
Urbe nossa tem palmeira.
Cá não canta o sabiá...
Bico mudo por cuidado!
*
SSA, 29-03-2008.

Segunda-feira




O poetinha e a coerência


Vinícius.
Vícios.
Sem pudor.


Eliana Mora, 17/out/2003

Sábado

pra viagem (de vez)

rosa pena

entre iguarias à la carte
embrulhou-se numa quentinha
com restos de outros pratos



*


Em lapidação

dreyf

(pra Carol)

pérola riscada
de volta pra ostra...
nada aos porcos

*


"Vade reto, satanás"



Rosa Pena

Babaca com vagaba?
Três dias de folia.
Trezentos de vazio.
*
In vino, veritas!

lílian maial

Babaca com Baco
na festa, embasbacado
na vida, emboscado

Quarta-feira

Tom

Sexta-feira

No meio do caminho

Rosa Pena

Para um inútil que fala demais

No meio do caminho tem um prolixo
tem um prolixo no meio do caminho
Troco pela pedra do Drummond.

Quinta-feira

carinho




Tecnicolor

Rosa Pena

Carinho sem medida,
faz do preto e branco,
imagem colorida.