Sábado
Quarta-feira
Sexta-feira
Sábado
Segunda-feira
Sexta-feira

Rosa Pena
Segue nessa remessa um pedaço do céu, pode ser o da minha boca, um braço do mar, os meus seguem os dois, uma margarida que acabei de colher, florescida em meu sexo ainda úmido de sonhar contigo, o vento que bateu no meu rosto tentando me acordar, bem difícil sem os seus beijos, meu cheiro de fruta madura, da vez, pois sei você é meu freguês, minha alma analfabeta que só sabe duas vogais, ai, minha respiração ofegante, um bocado do verde que é meu alimento, burra, total falta de bom senso viajar sem você e pra disfarçar perante o correio minha foto sorrindo. Aqui não é lindo, pois a luz é indireta.
Ela nasce no seu olhar que não chega até cá.
livro UI!
Quarta-feira
Sexta-feira
Sexta-feira
Quinta-feira
Sexta-feira
Sumário-de-culpa
Sábado
Rosa Pena
Entre a manhã e a noite...
Gostoso
Adelaide do Julinho
De manhã à noite,
comendo você.
Agora: arde.
Sexta-feira
Terça-feira

Visto uma gravata de espelho
Para que você se veja inteira
à rigor
Dispo meu vestido de paetê
Nua à rigor
Trajo você
Segunda-feira
Bandeira
Passeando por Pasárgada
Rosa Pena
Amigo do rei?
Deu bandeira.
Olá Manuel!
DEU BANDEIRA
Febre, dor pelo corpo afora,
a estrela que eu podia ter sido e não fui.
Um tango à toa a vida inteira.
silvana guimarães
A ONDA
Manuel Bandeira
a onda anda
aonde anda
a onda?
a onda ainda
ainda onda
ainda anda
aonde?
aonde?
a onda a onda
A Estrela da Tarde
(1963)
Manuel Carneiro de Sousa Bandeira Filho nasce no Recife a 19 de abril de 1886. Aos 10 anos vai com a família para o Rio de Janeiro. Em 1903, matricula-se na Escola Politécnica, em São Paulo, mas, pouco tempo depois, é obrigado a abandonar os estudos devido a uma tuberculose. Aos vinte e sete anos, interna-se em sanatório na Suíça a fim de tratar da doença. Com a eclosão da Primeira Guerra Mundial, em 1914, o poeta retorna ao Rio de Janeiro. Seu primeiro livro, A cinza das horas, data de 1917. Em 1922, colabora na revista modernista Klaxon, mas não participa da Semana de Arte Moderna. Em 1938, é nomeado professor de Literatura do Colégio Pedro II e em 1940 é eleito para a Academia Brasileira de Letras. Bandeira publica vários livros e, aos oitenta anos, lança Estrela da vida inteira, uma reunião de seus poemas. Em 1968, falece no Rio de Janeiro e é sepultado no mausoléu da Academia Brasileira de Letras.
Sábado
Cálice ou Cale-se? ( com chico, caê, Raul Seixas, gal e muito mais)
"Nós aprendemos
Palavras duras
Como dizer perdi, perdi
Palavras tontas
Nossas palavras
Quem falou não está mais aqui"
Tantas palavras
Chico Buarque
Sexta-feira
Quinta-feira
en passant ( falaram muito com poucas palavras)

os pardais
os pardais são me(l)ros
Sérgio de Castro Pinto
Zôo Imaginário (Editora Escrituras, 2005).
*
quase impossível
difícil convivência:
ele, superego,
eu, superégua
existO
*
(livro eraOdito)
Rosa Pena
Tu és santo, eu sou prece.
E o diabo do milagre?
—Nunca acontece.
Toma, Peter Pan,
Sonsas
A rosa de Hiroshima não era flor que se cheire.
BATMAN
*
maktub
destino
cruzes
no caminho
Zé Ferro
*
(Andra Valladares)
*
delineação inicial
traço as linhas do meu no teu
final da folha de rosto...
*
caricatura
ausência de cirugia plástica
máscara
sempre presente nos pedidos de voto
MODELO DE IMBECILIZAÇÃO
Ecoa por caro cabo...
Gostosa!
pessoix
um terço de mim delira
Segunda-feira
Sábado

Quarta-feira
Sexta-feira
No meio do caminho
Para um inútil que fala demais
No meio do caminho tem um prolixo
tem um prolixo no meio do caminho
Troco pela pedra do Drummond.












